12 outubro 2015

MENOS BRINQUEDO MAIS AMOR


E hoje é aquele dia de alegria geral para os adultos que trabalham com comércio. As vendas sobem em uma escala sobrenatural no dia das crianças, acredito que só perca para o natal. Fico pensando no real valor de se presentear um criança com o brinquedo mais caro, ou com o celular mais moderno, o tablet de ultima geração ou vídeo game mais desejado do momento. Chega ser irônico ver crianças de sete anos com celulares melhores que o aparelho antigo que eu tinha.
Uma data tão bonita foi estragada por nós adultos, porque temos que estragar tudo? Quando foi que brinquedos e tecnologias caras começaram a valer mais que a companhia dos pais. É lamentável ver cenas em que crianças estão enfiadas dentro de suas casas enfrente alguma tela assistindo muitas vezes desenhos violentos enquanto lá fora tem um dia lindo.

Cresci e tive uma infância maravilhosa, brinquei na rua, pulei amarelinha, rodei pião, fiz bolinha de sabão, desci a ladeira de carrinho rolimã, andei de bicicleta, subi em árvores, brinquei de pega pega, esconde esconde, cobra cega, queimada e muitas outras brincadeiras que toda criança deveria ter em sua infância. Meus joelhos e cotovelos tem inúmeras cicatrizes que provam o quanto foi boa e saudável minha infância. E nunca tive o brinquedo mais caro, minha mãe não me comprou a casa da Barbie, nem o carro, e ainda sim fui muito feliz obrigada.

Meus filhos claramente tem mais brinquedos do que tive quando era criança, o que fiz questão, afinal sempre queremos dar aquilo que nos faltou, no entanto antes de dar bonecos de plástico, carrinhos e afins, tratei de encher o coração deles com algo que transbordou no meu quando era criança: amor. Aqui em casa ensinamos que nada é mais importante do que isso. E amar significa dizer não algumas vezes, não posso ser uma boa mãe se tudo que meus filhos quiserem eu dizer sim. Eles são muito pequenos, um tem seis e outro quatro anos, e esses dias meu maiorzinho disse que queria um tablet de presente de natal, e a resposta foi não, ele tem apenas seis anos e quero que ele aproveite ao máximo a liberdade de ser criança, e pergunta se ele chorou, ou fez manha? Não, me olhou com aqueles olhinhos pequenos e sorrindo me respondeu "ainda é cedo né mãe?!", aqui em casa além de dizer não ensinamos nossos reizinhos a ouvi-lo.

Sempre sonhei em ser mãe, e quando veio a notícia do meu primeiro filho o desespero tomou conta do meu coração, pensava que não seria uma boa mãe, e outros milhares de medo me invadiram, mas quando segurei meu filho depois de 15 horas de trabalho de parto, ver aquele pedacinho tão frágil e lindo fez meus medos irem embora, ele precisava de mim, e eu precisava muito mais dele. Fui aprendendo com ele a ser mãe, quando veio o segundo as coisas já tinham forma. Aprendi que carinho, atenção são fundamentais.

A minha casa nunca mais foi a mesma depois que tive dois bagunceiros, existem brinquedos espalhados em todos os cantos, aprendi que mesmo que eu chegue cansada do trabalho quando entro em casa meus filhos não conseguem ver o tanto que foi duro meu dia, a única coisa que eles veem é a mãe deles, e por isso aprendi a colocar minha capa de super mãe e aproveitar as tardes com eles. Reaprendi o quanto é gostoso andar descalça pela casa, o quanto uma luta de espadas pode ser tão eficaz quanto uma hora na academia, aprendi que o Ultron ás vezes pode ser bonzinho assim como o Thor pode ser o príncipe de outra história. Que o post pode esperar para depois, que a televisão nunca vai ser melhor do que brincar lá fora com os dois pra ver quem solta mais bolinha de sabão.

Minha alegria é saber que não estou sozinha, e que assim como eu existe outras pessoas que acreditam que amor e carinho são mais importantes do que brinquedos caros. Por isso nesse dias das crianças presenteie com sua presença. 
Que tal ensinar uma brincadeira da sua infância para um criança? 

16 comentários:

  1. Acho que isso é algo que se perde com o tempo, a cultura vai mudando e as crianças vão se adaptando às novas tecnologias, por exemplo. Quando pequena, me preocupava mais com a brincadeira do que com o brinquedo em si. Adorava companhia, ter alguém com quem dividir os momentos. É algo que se perdeu e que precisa ser resgatado. Essa campanha que tenho visto por aí de presentear com a presença foi a melhor coisa que inventaram, sem sombra de dúvidas ♥

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    1. Verdade o tempo muda, as pessoas mudam e assim as brincadeiras também, mas se investimos em resgatar esses valores e passar a quem amamos então a salvação.
      Aqui em casa os valores são mantidos e as brincadeiras também ♥

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  2. Nossa, me emocionei aqui com o teu relato, principalmente com o fato do seu filho ter entendido que não era a hora de comprar um tablet pra ele. Palmas pra você e o seu marido.

    Infelizmente, muita criança tá pulando fases essenciais da vida, e o pior é que são os próprios pais que ajudam nisso...

    Adorei seu texto!

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    1. Fico muito feliz Adriel em saber que gostou do meu relato. E bem por aí hoje em dia muitos pais colaboram para que seus filhos percam a melhor fase da vida deles: a infância.
      Obrigada e beijos.

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  3. Como amei ler este teu post! É bom saber que ainda existem mães como tu, que passam esses ensinamentos aos filhos. Quando for mãe vou lutar para que isso também aconteça, porque acima de tudo, quero que os meus filhos vivam a vida e não um jogo qualquer, num aparelho qualquer.

    Em resposta ao teu comentário no blog, GOT é mesmo uma série poderosa!
    Nunca vi Sense 8, mas vou já pôr na minha listinha para começar a ver um dia destes. E aconselho muito The 100, eu viciei no primeiro episódio!

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    1. Ha que bom que gostou Patrice.
      E por um mundo com pessoas que pensam dessa maneira.
      Beijão

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  4. Menina.. você booooa! Amei o texto! Ainda não tenho filhos, mas quando tiver quero passar esse tipo de ensinamento a eles. Você tem alguma postagem com os seus "bagunceiros"? Eu adoraria conhecê-los :)

    http://www.maravilhosasdescobertas.blogspot.com/

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    1. Muito obrigada.
      Tenho sim é só dar uma olhadinha nas postagens mais pessoais que tem algumas fotinhos dos meus amores.
      Beijão

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  5. Essa resposta do seu filho de "ainda é cedo né mãe?!" é de se encher de orgulho e ter mais certeza ainda de que se esta fazendo a coisa certa né?! Adorei o post, simplesmente lindo! Temos que realmente deixar as coisas materiais de lado e nos alegrar com as coisas simples da vida... Beijoos Camila ♡

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    1. Se viu Nessa, tenho vontade de morder ele todinho rs.
      Viver com simplicidade é a melhor forma de se viver.
      Beijos

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  6. Fiquei arrepiada. Caraca que post lindo. De verdade. Tu é uma mãe maravilhosa, mesmo.
    Vejo crianças por aí entocadas com presentes caros e super interessantes, mas não passa disso. Algumas grosseiras, birrentas e tão apegadas a apenas os bens materiais. É o melhor ensinamento que você pode passar, Cami, o do amor.
    Fiz um post falando sobre isso também, mais ou menos isso, na verdade rs.
    LINDA!
    beijo

    Com carinho, Beca; Café de Beira de Estrada

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    1. Ha Beca obrigada viu. Mas olha falando francamente ainda sinto que estou longe da mãe que quero ser para os meus filhos, mas juro que me esforço pra que eles tenham em mim um referencial.
      Beijos

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  7. Muito gracinha seu relato, Camila! Feliz dia das crianças atrasado pros seus filhos. Eles tem muita sorte de ter pais presentes, isso sim é presente bom. Um beijo!

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    1. Ha Tati que bom que gostou, e pode deixar falo para os reizinhos.
      Beijo ♥

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  8. Aproveitei esse dia das crianças pra dormir, mas olha, preferia ter passado o dia com uma criança :(

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Germine aqui um pouco de amor. ♥