13 outubro 2015

É QUE ÁS VEZES BATE UMA SAUDADE


Estive pensando como depois de tanto tempo, depois de tantas mudanças e revira voltas em nossas vidas ainda consigo ter medo do que meus olhos revelariam se por acaso mergulhasse nos teus de novo. Certamente despejaria sobre você como um verdadeiro diluvio o turbilhão de sentimentos que aprisiono dentro desse frágil corpo. Sei que se me olhasse com aquele olhar que nem preciso descrever, pois você o conhece, veria todas as barreiras que criei ao longo desses anos caírem uma por uma, e novamente seria aquela que você ainda conhece tão bem.

Por mais que nossos caminhos sejam opostos ainda somos aqueles que deixamos no passado, quando penso em você e acredite isso não ocorre com frequência volto ao exato lugar de onde deixamos tudo, eu aquela menina com o mundo nas mãos, e você querendo estar em minhas mãos. É como se o tempo fosse um linha tênue e me permitisse estar de volta de onde de fato jamais deveríamos ter saído. 
Hoje em uma simples conversa me vi lembrando de coisas que tinha guardado em uma caixinha pequena com uma velha fita amarela que sei que a conhece também, lembrei dos sorrisos sinceros que dentro dela guardei, e de toda felicidade e liberdade que dentro dela aprisionei. Pensei em abri-la, mas me contive, afinal fiz de nós um laço tão bonito com a fita amarela para que abrir-nos novamente?

Sorri, um sorriso diferente, sorriso que vem de dentro pra fora, que antes de ser apenas dentes expostos tem o coração escancarado e derramado em euforia, olhei para o celular e deslizei os dedos até seu número, depois de todos esses anos sei que continua com o mesmo número porque se por acaso no meio da noite eu resolva te ligar possa te encontrar. Pensei em dizer “Oi, como você está?”, logo depois perguntar sobre sua vida, perguntar se está feliz com o trabalho, dizer que poderíamos marcar um café na starbucks como nos velhos tempos, para te recitar mais um dos milhares de poemas que criei em madrugadas de insonia, enquanto você toma seu frappuccino e me olha com aquele olhar que conhecemos tão deliciosamente, pensei em te perguntar o porque ainda continua a me esperar; Mas ao invés disso olhei novamente seu número e fechei minha agenda, você me conhece sabe que meu coração é medroso e que não quero ver meus pensamentos soltos passeando entre nós, mas saiba que neste exato momento te desejo boa noite daquela maneira que só tu conheces, e que me sinto entregue de volta á teus braços ainda que seja nessa fração de pequenos segundos, receba aquilo que nunca partiu.

12 comentários:

  1. Cada novo texto seu aquece meu coração de um jeito <3

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  2. Que lindo, Cami. Intenso.
    O medo faz isso com a gente, nos mantém no quase. "Quase te liguei". Temos que ser cautelosas com ele.
    Gosto demais de como tu escreve, sempre tão poética s2
    Um beijo!!!

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    1. Verdade o medo tem aquele poder nos barrar ou nos impulsionar só depende de nós.
      Beijo Beca ♥

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  3. Da próxima vez coloca um aviso: Não leia se for sensível! Acabou comigo migs hahahaha lindo demais <3
    ritmoamorepoesia.blogspot.com

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  4. Estou passando pela mesma situação... bateu a saudade... mas eu mandei mensagem. E o papo foi bom, mas parece que ele tem mais medo do que eu de "matar" essa saudade... hahahaha
    Amei o texto!

    Um beijo.

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    1. Eita rolou uma saudade mais forte aí hen?!
      Mas é isso aí, o negócio é tomar a decisão.
      Beijo

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  5. Lindo... Pena que não posso matar minha saudade :/

    Adorei seu blog ����

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    1. Ás vezes o melhor Bianca é criar outra saudade, e daquelas que podemos matar. ;)
      Beijo e brigada linda.

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Germine aqui um pouco de amor. ♥