18 novembro 2014

DESAFIO DAS CARTAS: PARA UM ESTRANHO (A)


Antes de tudo saiba que não tenho o hábito de ficar reparando em estranhos, ok talvez um pouco, na verdade sempre reparo, mas tento não deixar isso visível.
Quando ando de ônibus o que tem acontecido com pouquíssima frequência o que sou grata tenho costume de analisar as pessoas, gosto de criar histórias imaginarias na minha cabeça de como seria suas vidas.
Hoje quando entrei no ônibus a primeira pessoa que meus olhos viram foi você e não digo isso porque estava visível aos olhos de todos, pelo contrario estava tão quieta e apática que ninguém a notaria.
Estava com ar pensativo e tristonho olhava a janela como se quisesse encontrar algo que estava perdido. Arriscaria dizer que estava assim porque deixou algo ou alguém. Falo isso porque notei uma pequena mala em suas pernas, talvez uma viajem inesperada exigisse sua tão apática presença.
Observei que tinha pequenas sardas no nariz fino que se dissipavam pelas bochechas brancas, tinha olhos pequenos uma cor que não consegui decifrar.
Minha curiosidade foi aguçada quando percebi que olhava o celular a cada dois segundo. Fiquei imaginando que ele deveria ser importante, mas não ao ponto de engolir o seu orgulho. Quase que deixei escapar “liga para ele”, mas não tive coragem.
Bom se nos encontrássemos de novo eu te diria ás coisas que sempre quis que alguém tivesse me tido. Teria evitado muitas lágrimas e tropeços pelo caminho por outro lado não teria crescido e florescido pelo caminho.


Então vá há onde precisa ir, mas volta também menina. Todo mundo tem seu porto, mas tente ao menos uma vez na sua vida ser o caís de alguém.

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